Prestação de Contas
Inventário
Exercício 2023
O ano em que a fonte secou. Não houve entrada de dinheiro novo ou venda de grandes propriedades. A família jogou apenas com o saldo acumulado nos anos anteriores — enquanto a Coopervap disparou execução de R$ 5,3M, a Regius chegou a R$ 12,4M e o juiz abriu a porteira das habilitações de credores em outubro de 2023.
Entradas (Arrendamento e Rendimentos)
+ R$ 376.116,85
Sem vendas novas — apenas arrendamento contínuo
Saídas (Pagamento Juscredi + Custos)
- R$ 1.094.138,58
Inclui quitação das dívidas cedidas pelo BB à Juscredi
Saldo em Conta Judicial — Posição de Início de 2024
R$ 690.400,49
Todo o "dinheiro vivo" disponível para negociar uma montanha de dívidas
Resumo Financeiro - Fluxo (2023)
Registro de entradas e os impactos dramáticos das liquidações
Entradas (Rendimentos e Safra)
| Categoria | Descrição | Valor (R$) |
|---|---|---|
| Vendas de Safra / Arrendamento | Marco Antonio Senju | 300.000,00 |
| Rendimento de Aplicação | Rendimento mensal detalhado da conta judicial | 76.116,85 |
| Total de Entradas (2023) | 376.116,85 | |
Saídas (Liquidações e Impostos)
| Categoria | Descrição | Valor (R$) |
|---|---|---|
| Liquidação Bancária | Acordo judicial Juscredi Securitizadora (Dívidas cedidas pelo Banco do Brasil) | 950.000,00 |
| Fiscal & Tributário | IRPF Ajuste Anual e Parcelamentos, REFIS, ITRs e Consultoria Tributária | 105.692,22 |
| Judicial e Honorários | Vilela Junior, Perícia Jurídica, Reembolso Custas BB/Juscredi, MARR | 27.037,65 |
| Administrativo, Bancário & Outros | Viagens/Hotel inventariante, tarifas Santander, Ambiental, Cartório, Adiantamento Legítima (Tatiana) | 11.408,71 |
| Total de Saídas / Acordos | 1.094.138,58 | |
Peso das Saídas
Gestão com Saldo Acumulado: Sem vendas novas, a família usou o saldo acumulado dos anos anteriores mais o arrendamento corrente para liquidar a Juscredi (R$ 950K) e cobrir custos operacionais. O resultado foi o enxugamento do caixa para R$ 690.400,49 — exatamente o valor que, a partir de 2024, serviria de base para negociar a saída das grandes dívidas.
Marco Processual — Outubro/2023: O juiz deu a "canetada" mais importante do ano: deferiu oficialmente a habilitação da Coopervap, Sólida Agronegócios, Adelina Rocha e outros na fila de credores do inventário. A partir desse momento, qualquer liberação de recurso passaria pelo crivo de todos eles simultaneamente.
A Tábua de Credores
A Explosão das Dívidas
2023 foi o ano em que o Juiz, em setembro/outubro, passou a "canetada" oficializando a entrada (habilitação) de empresas para corroer o patrimônio que restava.
A Sombra de 12 Milhões (Regius)
A dívida com o fundo de previdência alcançou números incontornáveis a passos largos. A execução permaneceu dura no DF, travando legalmente qualquer tentativa de pulverizar o patrimônio para resolver os pequenos.
Dívida Atualizada: ~ R$ 12.400.000,00
A Bomba-Relógio (Coopervap)
Com os acordos não honrados em 2020, 2021 e 2022, a paciência acabou. Em setembro de 2023, eles ajuizaram o Cumprimento de Sentença exigindo o valor total consolidado.
Valor da Execução: R$ 5.336.548,16
A Mordida do Leão & Credores Secundários
- Receita Federal (IRPF 2023/Ref 22): Novo débito fiscal de R$ 283.268,96 afogando o caixa.
- Adelina R. Almeida: Acordo firmado em maio para uma quitação de R$ 137.000,00.
- Sólida Agronegócios: Realizou acordo e requereu o alvará para pagamento do seu quinhão no final do ano.
Sucessão do Banco do Brasil
Em outubro de 2023, o juiz indeferiu o pedido de habilitação direta do Banco do Brasil por erro procedimental. Contudo, parte dessas dívidas bancárias haviam sido cedidas a uma empresa chamada Juscredi Securitizadora — e o espólio pagou R$ 950.000,00 para liquidar essa obrigação, com o encerramento formal da ação ocorrendo em maio de 2024.
Conclusão Prática - Exercício 2023
A Falência e a Amputação do Patrimônio
Trocando em miúdos: a tática de tentar pagar dívidas milionárias com o pouco dinheiro pingando de arrendamentos não iria funcionar. Com a Coopervap cobrando R$ 5.336.548,16 e a Regius caminhando para R$ 12,4 milhões, ficou claro que o espólio estava em estado de falência. O juiz abriu a porteira das habilitações em outubro. A única saída que se desenhava no final de 2023 era a mais dolorosa para qualquer herdeiro: amputar o patrimônio — preparar a venda da joia da coroa (a Fazenda Curralinho) para entregar o dinheiro diretamente aos credores e tentar salvar o que sobrasse.